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Brilho Proprio

Diário na Terra: Julho de 2020


Como tenho dito nos últimos posts, o momento que a nossa civilização atravessa neste momento é quase sagrado, sorte de quem já percebeu e se despe dos medos criados pela própria mente, e se joga em novas construções de vida.

Apesar da insistência de muitos, que vivem como se o nosso planeta se tratasse de um pequeno universo caótico, temos que admitir que a nossa permanência temporária por aqui não demanda as questões pequenas as quais lutamos ferozmente por defender. Não, as questões e as consequentes explicações pertencem ao medo que a mente tem de perder o poder, e a realidade pertence ao outro lado, porque vivermos na ilusão de que sabemos tudo e entendemos tudo, além de cansativo é extremamente extenuante para quem convive com alguém que se acha um sabe-tudo.

Isso não quer dizer que não temos saída, muito pelo contrario, podemos sim começar a nos reorganizar, e nada melhor do que atravessando o mês do SOL para termos uma consciência mais clara de quem somos, sem os equívocos criados pelos raios solares que nos cegam....

Nascemos com muitas possibilidades, mas decidimos – definitivamente - o que fazer com tudo que temos, e mesmo que tentemos fugir das decisões pesadas que tomamos no passado - por medo, por inercia, por acomodação, por engrandecimento egoico ou mesmo por dogmatismo - a única realidade do presente que vivemos é:

Somos o que Criamos!

Nossa experiência Humana aqui no planeta azul nos empurra a deixar para trás o passado, depois de revisto, e para isso precisamos principalmente de honestidade. Sim, porque existem pessoas que se recusam a ver e a rever o que foi feito, e mesmo constatando que continuam repetindo a própria vida em círculos, permanece, mesmo na dor fazendo o que outras tantas já fazem, e além de se recusarem a deixar o passado para trás, ainda se perdem em argumentações e justificativas, ou arroubos de ira, ressentimento e negação pelas mais estranhas razoes.

Dias atrás numa das constelações que conduzi, a questão foi a nossa Imunidade, dentro de um caleidoscópio de informações confusas e desconexas que temos vivido e recebido, o que foi visto claramente além do movimento constante da nossa própria evolução, foi a necessidade de consciência pessoal que deveremos buscar doa a quem doer. Somente como indivíduos teremos a força que advirá disso para então partilharmos com o outro! Não há outro caminho, a não ser reconhecer que precisamos nos ver, saber quem somos e viver diferentemente.


Em psicologia e na linguagem holística denominamos isso como“projeção”, e na linguagem mundana ou leiga muitas vezes ouvimos a expressão “espelho”... O primeiro passo no auto conhecimento nos empurra a sentimentos distorcidos, ressentidos e na maioria das vezes raivosos que são compartilhados coletivamente e inconscientemente com todos aqueles que nos incomodam....os “outros”. Desnecessário explicar aqui o que foi dito, afinal de contas a maior parte da nossa civilização, vive a deriva perdida em conceitos criados pelos outros, e respondem a ideias e ideais pre concebidos, também criados por algo ou alguém e vazios de identidade própria.

Quem de nós ja não esteve envolvido em discussões acaloradas ou presenciaram pessoas autoritárias dizendo o que deve ser feito, o que detestam, o que odeiam, o que não toleram....o que nao aceitam....e mais uma infinidade de emoções que são enxergadas sempre e somente “no outro”, sempre do lado de fora... e nunca em si próprio?

Numa semana de quarto crescente, caminhando para a exuberância da Lua Cheia, deveríamos parar e refletir sobre nós mesmos e nosso pertencimento Universal. Ousar criar conscientemente a nossa experiência humana de vida, para a qual fomos fecundados e uma obrigação, mesmo sem prazo de expiração. Nada mais justo, nada mais coerente.

Tenho que lembrar que isso de maneira alguma demanda horas de meditações complicadas ou exílios no alto das montanhas....basta coragem e franqueza suficiente para aprendermos a honrar o que vale a pena, e deixar cair o que não vale nada....e acreditem, estamos mergulhados ate o pescoço com crenças que não valem nada!

Com muitas energias sendo refletidas pela luz solar do signo de Leão, o mês do Sol é para ensaiarmos o desabrochar e a consequente expressão do que temos aqui dentro, o Brilho Próprio. De qualquer maneira a grande lição neste momento precisa ser revista e repaginada: O auto engrandecimento carregado de presunção, perdera força e se tornara cada dia mais pesado de ser carregado, simplesmente porque o Brilho Próprio não tem nada a ver com ostentação, posicionamento politico ou religiosos ou vaidade pessoal. Muito menos com separação, exclusão e mutilação.


No ensaio do momento presente que temos vivenciado, tudo passara a ser ofuscado pela energia do grupo que estiver alinhado com a Luz. Servir a Vida estará em pauta, e tudo que não estiver alinhado a este novo comando nao terá força suficiente para se manter. Novos tempos, novos conceitos....


Também não se iluda achando que você sabe o que fazer, nem se auto sabote dizendo a si mesmo e aos outros que você já experimentou ser diferente....porque o Diferente nem mesmo aconteceu.

Surpreso? Pois é, passamos as ultimas gerações amarrados em nós invisíveis, repetindo historias, por isso fique atento ao momento presente e trate de desenvolver suas potencialidades, enxergue suas projeções, se atreva a questionar o que defende e o que vive e se solte para ir adiante, errando ou acertando, mas sem perder a ousadia de se transformar em um Ser Humano, honrando esta oportunidade COLETIVA de estarmos por aqui, por enquanto.


Que a LUZ esteja com todos nós....



Cynthia france

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2021  created  by Cynthia france