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No papel de vitima....

Diario na Terra: julho de 2020



Vivemos reformulações amplas e gerais em todos os setores da vida, como venho afirmando sempre, não somente na área familiar e das organizações, tão evidenciado pelo eixo Câncer – Capricórnio nos dois últimos anos, e mais intensamente nestes últimos meses!

Rechear este artigo com exemplos ficaria muito monótono, por isso vamos direto ao ponto: Porque é tão difícil abandonar este papel, se viver como vitima demanda tanto sofrimento? Claro que existem diversas abordagens e explicações, sejam elas religiosas onde a vitima é sempre colocada como a pobrezinha que precisa de ajuda, e portanto na posição de ser “cuidada e desculpada”, ou seja moralmente onde a vitima é a parte que foi usada e/ou abusada, portanto também protegida legalmente. Enfim o certo é que em qualquer área, o comando é muito mais inconsciente do que consciente.

Deveríamos pensar que sofrimento tornou-se um padrão comportamental, ao qual a pessoa está acostumada a estar, e que na maioria das vezes é familiar e ancestral, porque presenciou isto desde seu nascimento, e através do qual a sua vida se organizou.

Acostumar-se com qualquer padrão não é difícil, basta vê-lo sendo repetido. O fato de ser rotineiro cria e delimita a crença de que assim deve ser, e mesmo que as pessoas sofram muito, todos se adequam e tudo se torna aceitável de alguma maneira.

Para mudar seja lá o que for, o primeiro passo é a observação. Em segundo a conversa franca consigo mesmo e a inevitável pergunta sobre “aquilo” que esta causando dor e fazendo a pessoa se sentir mal. Toda mudança exige desconforto seguido de auto observação. Esta mudança pode ser obtida através de decisões conscientes ou de situações julgadas como “acasos e coincidências do destino”.



Para muitas pessoas o sofrimento é a única possibilidade de se sentirem fazendo parte de alguma estrutura fundamental, e principalmente por serem capaz de sentirem intensamente que elas existem: “sofro, como a maioria do grupo ao qual pertenço, portanto sinto quem sou e naturalmente existo”.

Não duvidem de que o sofrimento se torna a experiência mais intensa de suas vidas, e embora pareça contraditório, este comportamento é mais frequente do que se imagina. Em geral quando se retira o objeto ou a causa do sofrimento, se tem uma sensação de vazio muito grande, e não é tão raro como deveria ser a pessoa buscar outra situação onde voltara a permanecer em sofrimento.

A ironia destes padrões carregados de falsas interpretações mostram que o sofrimento recompensa, seja através da doença pois enquanto se sofre, recebe-se mais amor, cuidado e dedicação.

Afinal o sofrimento posiciona o sofredor a uma posição “bonzinho”. Numa mente coletiva dividida entre bom e mal, mocinhos e bandidos, céu e inferno, deus e diabo ou merecimento e punição, fica muito claro que quem sofre, estará sempre numa posição melhor aos seus semelhantes. Nunca se ouvira dizer da vitima algo como: pobrezinha sofreu tanto a vida toda, bem feito!

Pois é exatamente este o gatilho que desencadeia a auto satisfação e a exigência, inconsciente de que todos devem cuidar dela. Naturalmente que esta é uma exigência

inadequada, por isso o circulo causara dor, exclusões, perdas e ressentimentos.

Tem que se ter atenção de que as famosas frases de Wally tipo “ninguém me ama, ninguém me compreende” nem sempre estão a flor da pele e sendo articuladas conscientemente. No espectro religioso o sofrimento tem uma grande importância: o martírio silencioso é sempre um sinal de purificação e santificação.

A sociedade ainda corrompe a verdadeira natureza humana e enaltece as pobres mulheres abandonadas, ou aquela parente tão caridosa que sempre ajudou a todos e que recebe somente ingratidão.... e estes se desdobram em grupos onde se encontram para recordar o que houve, lamentar o que passaram e trocarem auto motivações de que as vitimas estão do lado certo, e os que as acompanham também.


Quando e SE a pessoa abandonar o papel de vítima, deixara automaticamente de pertencer aquele grupo. Este rompimento é muito claro e delimita o antes e o depois, seja num âmbito familiar ou num âmbito social.

A passividade associada ao comportamento da “vitima” e um sintoma muito claro: estão “amarradas a alguma situação e nada podem fazer”, “se fossem livres mudariam o rumo a que estão submetidas”, “fizeram de tudo enquanto podiam”, etc....Portanto, deixar a posição passiva significa agir e passar do papel da vítima ao de algoz OU mudar radicalmente a própria consciência.

Ser consciente significa assumir a própria responsabilidade e “entrar em ação”. Nem é preciso constatar que varias implicações familiares estão por trás da tal passividade. Afinal, como tudo nesta vida fantástica que nos foi oferecida para aprendermos a ir além, manter-se ao papel da vítima serve para “não ser tão ruim como os nossos pais OU para nos manter em lealdade para com eles....”, não é de se admirar que sentimentos de culpa estão sempre presentes, assim como o horror a traição....


Nos próximos Posts estarei falando oportunamente do fator CHIRON no mapa Natal, e a capacidade que todos nós temos, ao nascermos, de nos curarmos seja la do que for.....


Portanto, leitura, estudo, auto reflexão, e assumindo a responsabilidade de sermos quem queremos SER......vamos trabalhar em nos mesmo....pois ja passou da hora....



Cynthia france


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2021  created  by Cynthia france