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O Instrumento da nossa sobrevivência

Diário na Terra:


Esse tem sido o tema de nossas últimas constelações em grupo, e de fato é o nosso principal ponto de dor, conflito e fuga: OS RELACIONAMENTOS.


O contato humano, seja através do nascimento, da estrutura familiar ou seu substituto ou da interação com o outro afetivamente, ou socialmente é fundamental e imprescindível. Precisamos exercitar o encontro com o outro, não importa os bloqueios que carreguemos.


Claro que como tudo que temos vivido, essa área se tornou ainda mais exigente, e complicada porque apresenta muito mais dores e problemas, que antes ficavam abaixo da superfície, escondidos com o nome de “normalidade”.


Necessitamos desse contato desde que nascemos, e conforme o que trazemos para esta vida para aprender, isso se tornara mais ou menos conflituoso, mas sera sempre um ponto nevrálgico, mesmo que seja mostrando resistencia de crescimento. O grande problema é que nos tornamos adultos, e carregamos tudo que foi vivido ou aprendido quando éramos crianças. Não falo de lembranças, falo de condicionamentos, e esses são fonte de imensas torturas experienciais e emocionais.


O X da questão é que não podemos substituir necessidades, que estavam presentes naquela época, coisas simples como o colo da mãe, o porto seguro de um pai, ou o próprio abandono seja por qualquer razão, e que foram vividas de maneira repressiva, bloqueante de um ou de ambos, por raivas não expressas ou transferidas, por medos reais ou infundados e por uma extensiva lista de mal-entendidos.


Claro que podemos resignificar nossas informações cerebrais, e aprender que nesse campo, onde o maior desafio somos eu e o outro, devemos reformular tudo.



Mas como a nossa civilização ja comprovou, é muito mais difícil consertar adultos do que crianças.....portanto nos adultos de agora, devemos parar de fugir, para dar aos nossos filhos e netos, a oportunidade de fazerem o que é preciso para serem livres e felizes, mas de uma maneira melhor do que nos estamos fazendo no momento presente.....


Claro que temos o nosso órgão maior conectado com antenas hiper refinadas, que nos dão “arrepios, calafrios, aconchego, reações alérgicas e/ou doenças”. A pele é o principal instrumento de reação, e deveríamos aprender desde cedo a reconhecer suas reações e sintomas. No entanto o que se aprende, é denominar sua linguagem como “doenças”.


O maior instrumento para a nossa sobrevivência aqui neste planeta depende disso, ou nasceríamos solitariamente em ovos e viveríamos isolados em ilhas.... Sentir um abraço e não voltar a solidões experienciadas, aceitar beijos quando quisermos ou necessitarmos de um. Sentir o calor de outro corpo junto ao nosso, no amor ou no aconchego, ou ainda a mão de alguém segurando a nossa, por prazer ou segurança....


Afinal existem tantas pessoas solitárias transitando por aqui, e isso por si só já deveria ser o foco de reavaliação de todo o mundo: o que estamos fazendo com o que viemos compartilhar e dividir?


*Você acha que não possui nada para compartilhar?

Então você precisa resolver isso dentro de você.

*Você acha que faz tudo certo e não recebe o que merece?

Então você precisa resolver isso dentro de você.

*Você acha que não precisa de ninguém?

Então você precisa resolver isso dentro de você.

*Você acha que o outro está sempre errado?

Então você precisa resolver isso dentro de você.

*Você acha que o ser humano e um lixo?

Então você precisa resolver isso dentro de você.

*Você acha que relacionamentos são sempre problemáticos?

Então você precisa resolver isso dentro de você.

*Você acha que tem o direito de ser melhor que o outro?

Então você precisa resolver isso dentro de você.


Pois é....somos todos muito iguais, e se não começarmos a mudar as tais "verdades" que trazemos, nossas respostas prontas e cansativas, nossas explicações sobre os nossos fracassos, e nossas acusações sobre o que os outros deveriam ter feito, nos não conseguiremos viver e nem conviver uns com os outros.... não é mesmo?


Numa época tão única como a que atravessamos, onde acontecimentos até então conhecidos, surpreenderam até mesmo os mais ortodoxos conceitos biológicos, científicos e sociais, sem que no entanto acontecesse algo transcendental, do tipo um ser iluminado descendo numa nave espacial, vindo confrontar todos os nossos valores... Claro que a Terra Azul que nos acolhe e o Universo imenso que nos cobre, são infinitamente mais inteligentes...


Essa magnitude não se apresenta apenas pela profunda instabilidade e dúvida que nos move ultimamente. Não, ela também se apresenta logicamente e matematicamente, como no dia 22 de agosto, quando acontecera o retorno da segunda Lua cheia em Aquário num mesmo ano, e desta vez acompanhada do Senhor dos valores existenciais...aquele que nos ajuda a expandir e a olhar longe, conceitos muito mais relacionados com muito daquilo que ainda irá se apresentar como correto e adequado ....


Claro que podemos acrescentar a esse evento cósmico e astrológico o grau em que isso acontecera.... 29 graus na antiguidade estava sempre relacionado a “destruição”, mas como não vivemos mais dentro de currais, localizados em tribos e províncias, devemos - ou deveríamos – parar de bancarmos os estupidos solares, e dar mais asas a nossa percepção, afinal ela pode por si so se expandir, se não a reprimirmos, claro! Essa nova compreensão/percepcao deve necessariamente se adaptar a nossa realidade atual com conceitos mais quânticos, universais e globais, como com os que nos chacoalham neste momento planetário, exigindo discernimento e lucidez....


Portanto fica fácil “ler que o FIM dos conceitos filosóficos, políticos e organizacionais dentro do nosso mundo social” esta chegando ao fim deste percurso medieval....Naturalmente há resistências em muitos vagões do Trem da Vida por onde viajamos....mas movimente-se, e venha se sentar aqui no primeiro...

a escolha e sua!



Luz para todos nos...



Cynthia France

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